Sugestões de Leitura

Table of contents

”Infantil”

INFANTIL

  • O mundo no chão, texto de Nuno Casimiro e ilustrações de João Vaz de Carvalho, (2011), Bags of Books


livro1Sinopse: Com as expressivas e sugestivas ilustrações de João Vaz de Carvalho, este livro faz-se da conjugação de uma ideia muito simples, a de que há histórias por contar em locais insólitos e inesperados, como uma casa abandonada. Inicialmente narrada por um gato, a história percorre algumas memórias relevantes, como o cinema e o seu mistério, mas resulta particularmente interessante pela forma como explora espaços e objetos conhecidos, às vezes quase esquecidos e, sobretudo, não valorizados.

 

  • Eu só só eu, texto de Ana Saldanha e ilustrações de Yara Kono, (2011), Caminho

 

Sinopse:Construído como uma espécie de lengalenga, este álbum aposta nas repetições e nos paralelismos como forma de contar a história de uma grande mudança na vida do narrador.
Habituado a ser “só ele” a ocupar os espaços, a ter atenção da família, a possuir todos os objetos e a ser, afinal, o centro das atenções, vai descobrir que há lugar e tempo para a entrada em cena de um novo elemento na família. Tematizando uma questão relevante do crescimento infantil e da construção da identidade, este volume, com expressivas ilustrações de Yara Kono, desmistifica o tópico do nascimento do irmão.

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Sinopse:

Construído como uma espécie de lengalenga, este álbum aposta nas repetições e nos paralelismos como forma de contar a história de uma grande mudança na vida do narrador.
Habituado a ser “só ele” a ocupar os espaços, a ter atenção da família, a possuir todos os objetos e a ser, afinal, o centro das atenções, vai descobrir que há lugar e tempo para a entrada em cena de um novo elemento na família. Tematizando uma questão relevante do crescimento infantil e da construção da identidade, este volume, com expressivas ilustrações de Yara Kono, desmistifica o tópico do nascimento do irmão.

  • Greve, texto e ilustração de Catarina Sobral, (2011),  Coleção Orfeu Míni, Editora Orfeu Negro

 

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Sinopse:

Imaginem um dia em que os pontos decretaram greve. Quais pontos? TODOS os pontos! Primeiro, foi a escrita… Nas escolas, nos museus, nas fábricas, nos hospitais, ninguém se entendia. E O ponto de fuga que desapareceu! E o ponto verde. E o ponto de encontro. Tudo e todos chegavam atrasados. E era impossível fazer o ponto da situação. Até que…

Veja também http://www.youtube.com/watch?v=MUju5VD5gsA

 

 

 

  • Elefante em loja de porcelanas, texto de Adélia Carvalho e ilustração de André da Loba, (2011), Editora Tcharan

 

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Sinopse:

As loiças ficam em pânico perante a chegada do imponente elefante.
“Eu só sei que vai ficar tudo partido, não vai ser nada divertido”, diz a chávena de chá. Mas o pobre elefante vai-se relevar cuidadadoso e requintado.No final os leitores são desafiados a imaginar (e a desenhar) o que aconteceria “se o elefante não viesse em pezinhos de lã”.

 

 

 

  • A Gigantesca Pequena Coisa, texto e ilustração de Beatrice Alemagna, (2011),  Editora Bag of Books

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Sinopse:  A gigantesca pequena coisa” de Beatrice Alemagna, fala-nos de uma pequena coisa, frágil, discreta, que podemos encontrar no sorriso de uma criança, num barulho, num odor, num olhar, num raio de sol…Esta gigantesca pequena coisa, que, tantas vezes, estando ali mesmo, pertinho de nós, não  sabemos reconhecer é a Felicidade!

 

  • Um Gato tem 7 Vidas, texto de Luísa Ducla Soares e ilustração de Francisco Cunha, (2011), Editora Civilização

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Sinopse:É de um modo hábil e cheio de ternura que a autora aborda, neste livro, a questão da morte. ?A história de um gato que, à medida que cresce, vai gastando as suas sete vidas,  é uma história doce, que fala aos mais novos da vida e da morte.

  • Ir e Vir, texto de Isabel Minhós Martins e ilustração de Bernardo Carvalho (2012),   Planeta Tangerina

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Sinopse:

Na Terra não somos os únicos a percorrer grandes distâncias. Há muitos animais que percorrem muitos e muitos quilómetros, em busca de alimento, de terras amenas ou de um bom lugar para ter as suas crias.‘Ir e Vir’ acompanha as viagens extraordinárias das andorinhas-árticas, das borboletas-monarca ou dos gnus africanos e leva-nos a refletir sobre o modo como vivemos e nos movimentamos, por vezes pondo em risco o frágil equilíbrio do nosso planeta.

  • Pinguim, texto de António Mota e ilustrações de Alberto Faria, (2010), Edições Gailivro

 

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Sinopse:

Carlos é um rapaz sonhador e sem jeito para jogar futebol. Deseja ser alguém especial e até se vê como um herói, em sonhos.Numa noite de dezembro encontra um cão numa caixa de sapatos.  Como a sua mãe não gosta de bichos, o avô aceita ficar com o animal. E os dois descobrem que este é um bicho muito diferente dos que tinham conhecido. Começaram a chamar-lhe pinguim. Mas porquê escolher esse nome para um cão? É uma história de afetos diferentes, entre pessoas e animais.

 

 

  • Outra Vez!,  texto e ilustração de Emily Gravett, (2011), Livros Horizonte

 

Sinopse: Cedric gosta muito de ouvir uma história  antes de ir dormir. Está na hora de ir para a cama e de a mãe lhe ler o seu livro favorito. Só há um pequeno problema. Cedric gosta tanto daquela história que  podia ouvi-la Outra Vez…. e Outra Vez… e Outra Vez… Mas Cedric é um dragão e isso pode ter consequências incendiárias.

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  • O Beijo da Palavrinha, texto de Mia Couto e ilustrações de Danuta Wojciechowska (2008),   Editorial Caminho.

 

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Sinopse:O tema deste livro é o poder mágico das palavras.Quando Maria Poeirinha, uma menina do interior de Moçambique, adoeceu, o Tio Jaime Litorânio disse que só o mar, que ela nunca vira, a poderia curar. A viagem era impossível, pois a menina estava demasiado fraca, mas o irmão Zeca Zonzo encontrou o modo de a levar a conhecer o mar.Com uma caneta e uma folha de papel conduz Poeirinha para o amor das palavras escrevendo a palavra desejada: “mar”. Poeirinha não consegue mais ler. Zeca Zonzo não desiste e vai guiando o dedo da irmã no trajecto que faz o “m”, depois o “a” e, por fim, o “r”. A fragilidade de Poeirinha é grande, mas a determinação do seu irmão também. Poeirinha é levada, mas o seu sorriso permanece!Veja mais em:http://www.youtube.com/watch?v=yC3Dh6_WgK0

  • O Voo do Golfinho, texto de Ondjali e ilustrações de Danuta Wojciechowska, (2009) ,Caminho

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Sinopse:

Esta é a história de um Golfinho com corpo de Golfinho, mas com alma de pássaro. Narrativa na primeira pessoa na qual se tratam tópicos como a metamorfose, a identidade (eu/outros), a diferença ou a liberdade.Que queremos ser? O que gostaríamos de fazer? Com quem nos identificamos? O que há a fazer?Querem saber? Pois bem, convidamo-los a ler esta maravilhosa história que se faz de muitas outras.

  • A Girafa que comia estrelas, texto de José Eduardo Agualusa e ilustrações de Henrique Cayatte, (2005), D. Quixote

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Sinopse: História infantil sobre a amizade de Olímpia, uma girafa, que andava sempre com a cabeça nas nuvens, a tentar ver anjos e a comer estrelas e Dona Margarida, uma galinha do mato, com a cabeça cheia de frases feitas. Conhecem-se e ficam amigas. Queriam resolver o problema da seca que prejudicava a sua terra. Será que irão conseguir?

 

 

 

 

 

 

  • Nunca vi uma bicicleta e os patos não me largam, texto de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Madalena Matoso (2012),   Planeta Tangerina.

 

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Sinopse: Um menino conta-nos as suas desventuras e desgostos: nunca viu um pato, nem uma bicicleta, mas na escola já escreveu textos sobre bicicletas e resolveu problemas de matemática sobre patos e bicicletas. Mas, um dia, tudo vai mudar.Um livro divertido que nos vem lembrar que aprender coisas sobre o mundo é importante, perceber o mundo, também.  O mundo foi feito para isso : para olhar, descobrir, experimentar, de preferência ao vivo.

 

 

 

 

 

 

  • Gatos, Lagartos e outros poemas,  texto de João Pedro Mésseder e ilustrações de Manuela Bacelar, (2011) , Trampolim.

liv 14Sinopse: Constituído por poemas breves, Gatos, Lagartos e Outros Poemas propõe uma pequena viagem  à procura da alma própria dos bichos, que os homens não entendem, ao mesmo tempo estimulando o respeito pela natureza e pelos direitos dos animais, com sensibilidade, humor e sentido crítico. Pelas suas características, vários destes poemas podem ser memorizados ou constituir ponto de partida para textos a escrever pelas crianças.

  • Móli, texto de Isabel Ramalhete e ilustrações de Elsa Fernandes, (2012), Trampolim.

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Sinopse:É a voz de um pequeno animal que, no bulício da cidade, procura uma casa, uma família, um dono, que o leitor escuta nesta história. E o melhor está no final, onde se desvenda quem conta a história, permitindo descobrir o sentido do título. É o momento em que Móli, vencidos os perigos, encontra finalmente um lugar para viver.É, ao mesmo tempo, uma história que alerta os mais novos para os direitos dos animais e  para a crueldade do abandono de que por vezes são vítimas nas nossas aldeias e cidades.

 

  • O Livro dos Quintais, texto de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Bernardo Carvalho, (2010), Planeta Tangerina

 

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Sinopse:
Segundo volume da coleção «Histórias Paralelas», este álbum da dupla Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho propõe uma forma diferente de contar as histórias de um grupo de vizinhos com quintais contíguos. A narrativa, localizada sempre neste espaço exterior, segue o fio cronológico da passagem do tempo, uma vez que cada dupla página ilustra um mês diferente e a forma como ele é vivenciado pelas pessoas que partilham o espaço. A natureza, no seu ciclo contínuo, serve de pano de fundo aos encontros e desencontros das personagens e de um animal misterioso que se passeia pelas páginas (e pelos vários quintais). Construído como um jogo, onde é preciso ler, de forma complementar, o texto e as imagens, descobrindo pormenores, antecipando hipóteses e confirmando expectativas, o álbum põe à prova a atenção e a perspicácia dos leitores, convidando-os a fazer e a refazer a leitura. Ideal para uma leitura partilhada, em família ou na escola, este livro ilustra, mais uma vez, a excepcional energia criativa da dupla de autores.

 

 

 

  • A Contradição Humana,  texto e ilustração  de Afonso Cruz, (2010), Editorial Caminho

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Sinopse:Uma criança atenta ao mundo observa que dentro das pessoas habitam muitas contradições. Por exemplo, o vizinho pianista que fica feliz ao tocar músicas tristes, ou a vizinha rezingona que por mais açúcar que ponha no café não deixa de ser uma pessoa amarga.Com humor, somos desafiados a tomar consciência das contradições das nossas attitudes, dos nossos gestos e  da relação que estabelecemos com os nossos semelhantes.

 

 

  • Gente?, texto de João Pedro Mésseder e ilustrações de Daniel Silvestre (2012),   Editora Calendário de Letras.
Gente

Sinopse:

Este é um livro sobre os outros que nós somos.Traz-nos histórias feitas a partir de diferentes formas de olhar para os outros como personagens que podemos construir ao caminhar pela rua, ou tão simplesmente, sentados num banco do jardim. Homens e mulheres que são gente, mas parecem bichos; pessoas engraçadas… e outras que causam grandes maçadas.

  • Estas são as letras, texto de Mário Castrim e ilustrações de José Miguel Ribeiro, (2012) ,Caminho.
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Sinopse:

Um notável livro de poemas para a infância, sobre as letras do alfabeto, agora reeditado. Sobre as letras com que pensamos, lidamos, comunicamos. As letras que fazem parte do nosso trabalho, da nossa vida, a propósito das quais o autor brinca e sorri.

A abordagem lúdica das letras é um pretexto para a criança começar a vivenciar a poesia : as sugestões fónicas, o ritmo, estão presentes na construção destes textos, assim como o humor e a poesia visual.

 

  • A Ilha, texto de João Gomes de Abreu e ilustrações de Yara Kono, (2012), Planeta Tangerina.

 

Sinopse:

Este é um livro que fala sobre identidades, sonhos e expectativas.

Os ilhéus de uma ilha normal queriam ser iguais aos continentais. “Não havia dúvida, ser continental é que era bom!”

Determinados, lançaram-se numa grande empreitada: a construção de uma ponte que unisse a ilha ao continente. Sem ninguém se aperceber da loucura do projeto,  os engenheiros fazem cálculos e a população junta esforços em torno deste sonho coletivo. Sem pensar em coisas como a distância que os separava, ou a altura que a ponte precisava de ter para que os navios pudessem continuar a navegar, deparam-se com imprevistos que ninguém calculou e com alguns cálculos errados.

O texto é irónico, fazendo os leitores sorrir: os mais novos por uns motivos e os mais velhos por outros.

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  • A Casa do João, texto de João Manuel Ribeiro e ilustrações de João Vaz de Carvalho (2009),   Trinta por uma linha.

 

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Sinopse:

A Casa do João é um livro com doze poemas inspirados na lengalenga com o mesmo título. Nesta casa mora a família do João, «tão diferente nos seus modos», mas também ali morama bruxa Mafalda, ocão Migalha, o rato, ratinho ratão e o gato, gatinho, gatão, o poeta a ladrar à lua, a arca do banzé e outros habitantes, reais e imaginários, que ganham vida através das  imagens de João Vaz de Carvalho e dos versos de João Manuel Ribeiro.

 

 

  • Histórias às Cores, texto de António Mota e ilustrações de Paulo Galindro

 

 ( 2012), Gailivro

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Sinopse:

São oito histórias de António Motaque, em conjunto com as ilustrações de Paulo Galindro, nos envolvem num imaginário maravilhoso infantil. Nele vamos encontrar uma caixa que nunca se abrirá, um gato e um cão quezilentos, uma menina indecisa, o melhor doce do mundo, uma pescaria sem peixes, uma cereja transformada em árvore, uma floresta de livros e o medo do que não existe.

 

 

  • Para não quebrar o Encanto, Os Direitos da Criança, texto de Vergílio Alberto Vieira e ilustrações de Rita Oliveira Dias (2007) ,Caminho

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Sinopse:

Vergílio Alberto Vieira dedica este livro aos direitos da criança, numa série de poemas que constituem uma espécie de manifesto que apela a uma cultura mais solidária para com a infância, dando conta das fragilidades da criança, de desigualdades e de situações insustentáveis do ponto de vista dos direitos humanos.

O livro inclui o texto integral da Declaração dos Direitos da Criança.

 

  • Olhe, por favor, não viu uma luzinha a piscar?/Corre, coelhinho, corre!, texto e ilustração de Bernardo Carvalho, Planeta Tangerina, 2013. 

Sinopse:

É um livro com duas histórias: de um lado, a história de um pirilampo à procura de uma luzinha; do outro, a de um coelho fugitivo que corre desalmadamente.

A primeira história lê-se da esquerda para a direita (como normalmente), e a segunda da direita para a esquerda. A ilusão provem do facto de, com as mesmas ilustrações e apenas lendo em direções diferentes, termos duas histories distintas. Confuso?

É simples: de um lado seguimos as aventuras do pirilampo, do outro as do coelho. Ambos partilham os mesmos cenários e o leitor terá apenas que seguir cada uma das personagens nas suas aventuras.

E no caso do leitor se perder? O que fazer?

 

Aquilo que fazem todos os leitores: folhear o livro para trás e para a frente, procurar ligações e sentidos entre as páginas … e divertir-se muito pelo caminho.

 

 

     

1 olhe no viu luzinha    

  • O que há, texto de Isabel Minhós Martins, ilustração de Madalena Matoso (2012), Planeta Tangerina.

2 O que ha

Sinopse:

À nossa volta há milhares de objetos:
nas gavetas, nos armários, nas mochilas
e nos bolsos, debaixo das camas e do sofá…

Mas muitas vezes estas coisas parecem mudar de sítio e trocar-nos as voltas. Podemos ter verdadeiras surpresas!

Um livro com dezenas de imagens para observar e muitos desafios divertidos para todas as idades: para quem ainda está a aprender a falar ou para todos os leitores-detetives que gostam de seguir pistas e de descobrir coisas.

  • Tantos animais e outras lengalengas,  texto de Manuela Castro Neves e ilustração de Yara Kono (2013), Planeta Tangerina

 

3 tantos 

 

Sinopse:

 

Trata-se de um livro com várias lengalengas inspiradas em conceitos matemáticos. A autora, Manuela Castro Neves, é professora há muitos anos e as suas histórias, marcadas pelo ritmo sonoro da repetição de palavras, divertem todos os leitores.

Eu e tu, querida amiga,
moramos na mesma rua.
Quantos passos,
quantos passos,
vão da minha casa à tua?
— Se forem passos de gigante,
acho que são 2 ou 3.
— Se forem passos do meu pai,
talvez 203.

”Juvenil”

JUVENIL

  • Hugo e eu e as Mangas de Marte, texto de Richard Zimler, ilustração de Bernardo Carvalho (2001), Editorial Caminho
Sinopse: Trata-se de uma história decorrida em Moçambique, durante um período muito delicado da nossa história, o da descolonização. A história é protagonizada por Zezé, um menino moçambicano, e contada à luz do seu ponto de vista infantil. É uma história sobre amizade, infâncias perdidas, amor,  laços fortes entre família e amigos, ciclos que terminam e outros que recomeçam.Veja mais em: http://www.rtp.pt/noticias/?t=Hugo-e-Eu-e-as-mangas-de-Marte-e-o-novo-livro-livro-infantil-de-Richard-Ziemler.rtp&headline=20&visual=9&article=508128&tm=4

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  • Um livro para todos os dias, texto de Isabel Minhós Martins  e Ilustrações de Bernardo Carvalho (reimpressão 2011), Planeta Tangerina

 

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Sinopse: Este é um livro para leitores de todas as idades. Vem lembrar que “há dias e dias. Dias que não são dias. E melhores dias hão de vir”.Este pode  ser um livro para ter à mão em momentos SOS: para dias desesperados, dias esperançosos, dias inesquecíveis ou dias banais. E como todos bem sabemos: os dias não estão para modas…As frases sucedem-se num pequeno livro em que as ilustrações dão vida e forma às palavras e as mensagens nos ajudam a simplificar as coisas.

 

  • O Urso e o Gato Selvagem, texto de Kazumi Yumoto e Ilustrações de Komato Sakai, Tradução de António Barrento (2011), Bruaá Editora

 

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Sinopse: Este é um livro para leitores de todas as idades, que aborda de uma maneira bela e delicada o tema da morte e do luto. É uma obra sobre a transição, sobre a dor da perda e sobre a solidão, mas também sobre o poder curativo e regenerador da amizade e da música.Dá-nos a conhecer um urso consumido pela tristeza provocada pela morte do seu amigo passarinho. Incapaz de aceitar o sucedido e adiando a despedida eminente, tudo mudará ao conhecer um gato selvagem, que o ajudará a recuperar e a seguir caminho. ..

 

  • O Ar está Cheio de Vozes , texto de Raúl Malaquias e Ilustrações de Yara Konoque (2010), Editorial Caminho)

 

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Sinopse: De quem são estas vozes que andam no ar? De pessoas e de animais, mas também de geradores eólicos no meio de moinhos quixotescos ou de palavras insatisfeitas com o acordo ortográfico…..Neste livro encontramos tudo à mistura: gente como nós, tambores com muita lata, moinhos espantados comos avanços da tecnologia, segredos, dúvidas, um girasol, logo à entrada e os bichos – de duas quatro e mais patas, que, claro, não podiam faltar, todos senhores das suas razões!

  • Para maiores de dezasseis, de Ana Saldanha (2009), Caminho
Sinopse: Partindo do tratamento de um tema atual, às vezes ainda tabu, relacionado com comportamentos sexuais desviantes, a autora constrói uma narrativa densa, cruzando vários tempos, discursos e perspectivas, o que lhe permite escapar à avaliação simplista da situação. Protagonizada por uma adolescente que procura a sua identidade (física e emocional) em resultado de processos conturbados de crescimento e de dinâmicas familiares complexas, e a sua afirmação pessoal, a narrativa apresenta Dulce como uma presa fácil de efebófilo, dando conta das estratégias predatórias que este homem leva a cabo. Ao mesmo tempo, e sempre evitando os moralismos fáceis, são problematizadas inúmeras questões candentes, ligadas às vivências e rotinas das famílias contemporâneas, das relações entre gerações, dos grupos, propondo aos leitores uma viagem a um universo juvenil marcado pela inquietação que resulta de processos de construção de identidade nem sempre óbvios. Com um discurso cativante e fluído, pontuado de um humor fino e penetrante, também em resultado da ironia, que conquista os leitores logo na primeira página e os prende habilmente, a autora recorre a processos narrativos complexos, exigindo inferências e correlações várias.  liv 5

 

  • Meia hora para mudar a minha vida, de Alice Vieira, (2010), Caminho
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Sinopse: Em Meia Hora para Mudar a Minha Vida, o mais recente romance juvenil de Alice Vieira, assistimos à tematização de algumas questões que funcionam como eixos centrais para a leitura da produção literária desta autora. A narrativa, de primeira pessoa, conta a história de Branca, uma criança que apesar de ter nascido num contexto aparentemente disfuncional, sem conhecer o pai nem qualquer elemento da família biológica para além da mãe, cresce feliz e equilibrada no seio de um grupo muito especial de atores e artistas. Esta pequena comunidade, que partilha casa, palco, afectos e uma paixão pelo dramaturgo Gil Vicente e pelo Benfica, funcionará como a referência afectivamente mais marcante da narradora, mesmo depois da morte da mãe e do regresso à casa da avó. Perspectivando, a partir de um ponto de vista singular, o universo infantil e as dores do crescimento e da busca de uma identidade pessoal, o romance é ainda caracterizado pela presença do humor habitual da autora, associado à «Feira», uma espécie de companhia de teatro amador. Com um discurso fluído e cativante, a autora conquista os leitores, mantendo-os presos e atentos ao fio de uma história que os interroga e questiona também a sociedade e a forma como esta entende o universo infantil.

 

  • Ilha Teresa, de Richard Zimler (2011), Dom Quixote

 

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Sinopse: Conhecido, sobretudo, enquanto romancista, Richard Zimler tem, nos últimos anos, alargado a sua produção literária ao público infanto-juvenil, ao qual já dirigiu três obras relevantes, de qualidade estética assinalável. Em Ilha Teresa, recria e cruza vários temas relevantes, contando a história de Teresa, uma jovem portuguesa imigrante nos Estados-Unidos, que vive um período particularmente crítico da sua existência. Para além das dificuldades de integração, Teresa perde o pai, o seu suporte afetivo, o que complica muito a sua relação conturbada com a mãe. Sem referências estruturantes, a personagem entra num processo destrutivo do qual só sairá com a ajuda da música, dos afetos e da esperança.

 

  • O último Grimm, de Álvaro Magalhães (2007), Edições Asa

 

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Sinopse: Neste romance juvenil, o universo fantástico cruza o quotidiano aparentemente normal de dois irmãos, transformando completamente as suas vidas e conduzindo-os numa singular aventura destinada a perpetuar as histórias e a imaginação, mas também a casa da família e os laços afectivos que os unem. Na tradição dos contos de fadas, com cujo imaginário e personagens o romance dialoga abundantemente, e no seguimento da estrutura narrativa a que nos habituaram, o herói percorre um duro caminho até à glória e à salvação dos dois mundos paralelos, o dos homens e o da fantasia, cruzando-se com adjuvantes e oponentes. A presença da intertextualidade e de múltiplas referências reconhecíveis, elementos de marca do escritor, marcam presença, permitindo inclusivamente o diálogo com outras obras do autor. Transversais são ainda os temas do tempo e da sua passagem; a relação com o mundo natural e com o mágico; a infância enquanto tempo mítico, ligado às raízes primordiais, entre outros.Ana Margarida Ramos

  • Os Livros que devoraram o meu pai, de Afonso Cruz (2010), Editorial Caminho)
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Sinopse: Elias Bonfim, um rapaz  de doze anos, órfão de pai,  um dia descobre que este não terá morrido de enfarte, mas terá desaparecido por entre as páginas de um livro, A Ilha de Dr. Moreau , de H.G. Wells.Com esta revelação é-lhe fornecida a chave para o sótão  da avó, onde há uma enorme biblioteca que pertencera ao pai, repleta de livros. O rapaz irá à procura do seu pai, percorrendo rigorosamente, no sentido exacto das palavras, clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras. Elias entra também na história de diversos livros como Crime e Castigo, de Dostoievski ou Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, num curioso entrelaçar entre ficção e realidade, que nos faz pensar na importância que os livros têm como escape para os problemas do dia-a-dia e na forma como muitas vezes esquecemos o mundo real e nos embrenhamos de tal forma na história que ficamos tristes quando termina.

 

  • Mopsos, O pequeno Grego,  O Ouro dos Delfos, texto de Hélia Correia, ilustrações de Henrique Cayatte  (2004), Editora Relógio d’Água

 

Sinopse: Mopsos, um menino de uma família de adivinhos, faz a sua primeira viagem para fora da cidade natal, Tebas, aos oito anos. Acompanhado pelo avô cego, Tirésias, o mais importante de todos os adivinhos gregos, visita o santuário do deus Apolo, em Delfos. Ali o esperam aventuras, fortes amizades e uma grande surpresa. O Ouro de Delfos é o primeiro volume da coleção Mopsos o Pequeno Grego, que se inspira em episódios e personagens mitológicas. liv 10
  • A Bicicleta que tinha bigodes, texto de Ondjaki (2011), Caminho.

Sinopse: Esta é uma história sobre a fantasia, a busca, a amizade.Um menino queria ganhar uma bicicleta com as cores da Bandeira Nacional de Angola. Para  isso tinha de escrever uma redação para o concurso da Rádio Nacional. Queria que o tio Rui (um escritor que morava na mesma rua que ele e que escrevia histórias fantásticas com as letras que tinha no seu bigode) o ajudasse, mas não conseguiu.

Por isso, em vez da redação escreveu uma carta com um pedido ao Camarada Presidente. Não ganhou o concurso, mas….
v
eja mais em:

www.youtube.com/watch?v=XUUW7Fs9R8o

 

liv 11

 

 

  • Nem tudo começa com um beijo, texto de Jorge Araújo e  Pedro Sousa Pereira, (2005), Oficina do Livro
liv 12

Sinopse: Trata-se de uma história construída a partir de uma reportagem feita por um dos autores (Jorge Araújo) em Luanda sobre as crianças que vivem nos esgotos, publicada no semanário “O Independente”.É uma história de amor, de um amor quase impossível, entre Fio Maravilha e Nuvem Maria, numa cidade que se assemelha a uma casa com cave e sótão.Na cave, no sistema de esgotos da cidade, esconde-se um grupo de meninos, que todos os dias vão ao sótão buscar comida “às panelas com rodas”. No sótão há uma cidade que fervilha, carros, pessoas ricas e pobres, gente que vive apressada de casa para o emprego e uma menina, Nuvem Maria, de cabelos loiros , por quem Fio Maravilha se apaixona. Num mundo de desigualdades, todos lutam pela sobrevivência e por uma vida melhor. Muitos optam como Armando Pantera por refúgios, álcool, drogas, etc… Um dia um brutal terramoto destrói tudo e todos mata. Excepto Fio Maravilha. Impossibilitado de regressar à Cave, vagueia pelo Sótão e descobre, no meio dos escombros, Nuvem Maria. Partem de barco, felizes para sempre.

  • Comandante Hussi , texto de Jorge Araújo e ilustração de Pedro Sousa Pereira (2003), Quetzal.
liv 13

Sinopse: Comandante Hussi é uma espécie de «a guerra explicada às crianças», construída a partir da relação entre um menino (Hussi) e a sua bicicleta. É retratada a história de uma guerra vista pelos olhos de um garoto de doze anos. ‘Hussi’ compreende finalmente o que é uma guerra. Não, não é o fim do mundo nem o princípio de outro. É o dia em que foi obrigado a deixar para trás a sua bicicleta’. O que se passa na sua cabeça e no seu coração é contado com sensibilidade poética.Hussi é uma personagem real. Nasceu em Bissau, de uma família pobre, e tem três irmãos. Hoje, é um adolescente de 16 anos, continua a viver em Bissau e ainda tem a sua bicicleta.

  • Umas Férias com Música, texto de Ana Saldanha, Ilustração de Pedro Brito (2010), Editorial Caminho
Sinopse: Cláudia e os seus amigos, Eva e Podre, partem de viagem até um festival de música numa pequena cidade francesa.No meio de divertidos diálogos há algumas interessantes referências culturais e/ou literárias (por exemplo, Brahms, Camões, Eça, o Mosteiro de Saint Martin) e várias peripécias que  deixam o leitor interessado – um músico que parece o Drácula, um comboio descapotável, precipícios tremendos… e muito calor, a convidar a uns gelados com merengue. liv 15
  • Saudade, texto de Claudio Hochman (2011), Bag of Books.
Sinopse: Num país muito distante, vivia um Rei sabichão, que sabia falar todas as línguas e  o significado de todas as palavras.Todas as segundas-feiras, quem fosse selecionado podia perguntar ao Rei o que quisesse e ele, claro, para tudo tinha uma resposta. Na segunda-feira em que começa este conto, um pequenino homem, chamado Fernando, “com o seu fatinho, a sua gravatinha, os seus bigodinhos e os seus óculos pequeninos”,  traz uma palavra-enigma que o rei terá de descobrir, não nos dicionários, mas vivendo-a, tornando-a uma experiência sua. liv 16
  • Se eu fosse um livro, texto de José Jorge Letria e ilustrações de André Letria (2011), Pato Lógico.
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Sinopse: Se eu fosse um livro, pediria a quem me encontrasse na rua para me levar para casa consigo.” É a primeira frase deste livro.Belas frases e metáforas visuais à volta dos desejos de um livro, esse objeto mágico e cativante que pode mudar uma vida. “Veja também: http://www.youtube.com/watch?v=-RXvbLwUKO0

  • Rafa e as Férias de Verão, de Fátima Pombo (2008 ), Trinta por uma linha.
liv 18

Sinopse: A acção centra-se num rapaz prestes a completar 16 anos, Rafa, que representa a realidade que o cerca (escola, família, amigos,…) a partir do seu ponto de vista. Rafa revela alguns comportamentos juvenis mais estereotipados, com os quais os leitores se identificam facilmente, deixando conhecer uma personalidade em construção e em busca de afirmação pessoal. A questão da identidade, central no universo juvenil, é aqui tematizada, correspondendo a um processo complexo, feito de hesitações resultantes da falta de confiança ou de auto-estima, de negociações entre vários modelos contraditórios (familiares, geracionais, de grupo). Ao mesmo tempo Rafa surge como um jovem cuja família, apesar das suas especificidades, é um elo importante do seu crescimento, funcionando como modelo positivo.  Emoções, sentimentos e afetos são valorizados, sublinhando os aspectos positivos do final da adolescência.

 

  • A origem das espécies reinventada, texto de João Ferreira Oliveira e ilustrações de Anabela Dias (2011), Trinta por uma linha.

 

Sinopse

Este livro apresenta uma nova visão da teoria da evolução de Darwin. Consiste em dezassete pequenos contos com moral para todas as idades. Animais personificados protagonizam situações que nos pretendem fazer sorrir: há um urso que passava a vida a ver desenhos animados sentado no sofá e acaba por se transformar num panda; uma águia-careca que sonhava ser presidente dos EUA; um lagarto que estava sempre a mudar de roupa, ou até mesmo uma lesma apaixonada por gastronomia e um peixe que tinha medo de nadar.

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veja também: http://editoratrintaporumalinha.blogspot.co.uk/2011/11/joao-ferreira-oliveira-em-entrevista.html

  • Celestino, o Rato da Biblioteca, texto de José Vaz e ilustrações de Elsa Navaro, (2012), Trampolim.
Celestino

Sinopse:

Esta é a história do rato Celestino,  diferente dos seus sete irmãos porque só ele nasceu com o pelo branco. Uma noite, um gato com o nome terrível de ‘Tigre da Malásia’ dizimou os seus pais e irmãos. Celestino foi então acolhido por um homem que gostava de ler livros que ensinavam a escrever cartas de amor. Depois de tanto ouvir ler palavras de amor, Celestino arranjou uma namorada, Aurora. Casou com ela na noite em que os espíritos bons andavam à solta pelas ruas da cidade.

  • Manuel e o Miúfa – O Medo Medricas, texto de Rita Taborda e ilustração de Maria João Lima (2012), Caminho.
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Sinopse:

Manel é um menino que luta contra diversos medos: debaixo da sua cama vive a família dos medos, a zunir-lhe aos ouvidos de madrugada. O pai medo é um Terror, a mãe Apavorante solta uns uivos de fazer estremecer a trovoada e o tio é um Susto. Há também um medito medricas e pequenote, que tem um grande segredo: é o Miúfa, um medo que tem medo ao próprio medo. O Manel tenta ajudá-lo. Mas foi muito complicado depois expulsá-lo de dentro de si.

Esta história faz-nos recordar o medo de pensar, o medo da diferença, o medo de questionar. É contra isso que luta o Manel: a criança que nós todos fomos um dia. Por isso este não é um livro só para crianças, é um livro para as crianças que, em nós, não devemos esquecer.

  • Histórias de Lobos Bons/Histórias de Lobos Maus , texto de Luísa Ducla Soares, Ilustrações  de Francisco Cunha (2012), Livraria Civilização Editora.

Sinopse:

Histórias de Lobos Bons / Histórias de Lobos Maus o livro mais recente de Luísa Ducla Soares, é um livro reversível, com três histórias com Lobos Bons e outras tantas com Lobos Maus, que mostram que heróis e vilões não têm necessariamente de ser estereótipos.

lobos

O lobo, elemento comum, é um pretexto para contar um episódio da vida de S. Francisco de Assis, as histórias de uma menina americana, de uma velhinha, de um rapaz malandro, Da Loba de Roma, que amamentou Rómulo e Rémulo, de cabritinhos, de cabaças. Uns ficaram para a história como lobos bons, outros como lobos maus. A todos, Luísa Ducla Soares deu o seu toque de humor e humanismo

 

 

  • Como Tu, texto de Ana Luísa Amaral e ilustrações de Elsa Navarro (2012), QuidNovi

 

 

 

4comotuSinopse:

Trata-se de um livro de poesia, acompanhado por um CD áudio (com música de António Pinho Vargas), que pode ser usado como um importante instrumento por pais, educadores e professores, para trabalhar temáticas como a sexualidade, o civismo e o ambiente.

Fala-nos do amor, das diferenças e da noção dos limites, do crescimento, das transformações, do respeito, da vida comum a todos os seres vivos, e também dos espaços que vamos habitando e do sentido de cuidar, proteger, guardar, porque neste mundo é o sentir que junta todos.

Veja mais em:

http://www.youtube.com/watch?v=TQ6LkhOPvfg

 

  • Pequeno livro das coisas, texto de João Pedro Mésseder e ilustrações de Rachel Caiano (2012), Caminho

 

 

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Sinopse:

Este livro de poemas fala-nos de coisas que não só objetos que se prestam a ser descritos.Os objetos, as coisas, assumem, no livro, as circunstâncias do seu uso e são também o seu próprio nome, mostrando, de uma forma simples, que nada é aquilo que simplesmente parece à superfície.

«As coisas não passam de coisas? Ou são coisas e alguma coisa mais? (…) Este livro convida a ver cada coisa com olhos de ver, ou a escutar a sua voz com ouvidos de ouvir.».

 

  • O rapaz que gostava de aves, texto de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Bernardo Carvalho (2012), Planeta Tangerina

 

Sinopse

Este  livro mostra como neste planeta tudo está ligado: pessoas, aves, lagartixas, florestas, rios, a chuva ou o sol.

Ricardo é um menino que toma a sério os problemas do planeta em que vive: as florestas que estão a desaparecer, os oceanos poluídos, os problemas com a água e a energia, as centenas de espécies em vias de extinção… até ao dia em que, de tanto ver que muitas pessoas à sua volta parecem viver sem a mínima preocupação, desiste:


«Mandou a reciclagem às urtigas. Passou a tomar banhos de imersão. Esquecia-se de desligar os interruptores. Fazia fitas para andar a pé e de bicicleta. Queria lá saber das florestas ameaçadas ou das espécies em vias de extinção…!».


Mas, ao dar um passeio pelo campo, tudo irá mudar. Avista um guarda-rios em pleno voo que o faz pensar e querer saber mais. E volta a preocupar-se, mas desta vez de forma mais salutar.

 

 

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  • Irmão Lobo, texto de Carla Maia de Almeida e Ilustração de Jorge Gonçalves (2013), Planeta Tangerina

 

 

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Sinopse:

Trata-se da história de uma família – e de um país – em declínio, contada por duas vozes diferentes de Bolota. Uma, a menina de 8 anos, a outra, a mesma personagem já adolescente, recordando as estranhas aventuras da sua infância.

Bolota tem dois irmãos. A sua família é forçada a mudar de vida várias vezes, levando a uma situação em que os tempos felizes não passam de uma memória distante. Tudo isso – um casal em rutura, um pai que não consegue pagar os seus cartões de crédito e decide esquecer tudo, uma famílai forçada a mudar-se para casas cada vez mais pequenas – é narrado entre a fantasia e a realidade por uma criança que, a pouco e pouco, se apercebe de que por detrás destas histórias há uma certa tragédia e impossibilidade.

 

 

  • Capuz e o Lobo, texto de Tiago Salgueiro e ilustração de José Manuel Saraiva (2013), Lobo Bom

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Sinopse:

Nesta história Capuz regressa ao lugar onde a sua vida mudou, revisitando o passado distante, quando era apenas Capuchinho. Encontra uma criatura esquiva que lhe é familiar e iniciam um diálogo.

É um conto sobre  o crescimento e a vontade de escapar do percurso da vida, em que se questionam relações humanas, como por exemplo  as de poder entre homens e mulheres.

Um livro para todos os que se recordam da história tradicional aqui revisitada.

 

 

  • Texas – Uma aventura no Faroeste,  de Ana Saldanha, (2013), Caminho.

Sinopse

O Texas é um movimentado Centro Comercial. Para Ana, tal como para muitos outros adolescentes, o Texas funciona como uma segunda casa: é lá que vai às compras, ao cabeleireiro, que se encontra com os amigos.

Um dia, enquanto espera pelos seus amigos no Texas e escreve no seu bloco com uma esferográfica da Hello Kitty, Ana mal sabe o que está para lhe acontecer…

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”Adultos”

ADULTOS

  • A Viagem do Elefante, de José Saramago (2008), Caminho
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Sinopse: A narrativa baseia-se na viagem de Salomão, um elefante que no século XVI cruzou metade da Europa, de Lisboa a Viena, por extravagâncias de um rei e de um arquiduque. Dom João III, rei de Portugal e Algarves, casado com dona Catarina d’Áustria, resolve oferecer a  seu primo, o arquiduque austríaco Maximiliano II, genro do imperador Carlos , um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia. Deste facto histórico não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação, José Saramago cria uma ficção em que se encontram pelos caminhos da Europa personagens reais de sangue azul, chefes de exército que quase vão às vias de fato e padres que querem exorcizar Salomão ou pedir-lhe um milagre.

  • Abraço, de José Luís Peixoto (2011), Livros Quetzal
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Sinopse: Através de diversos temas e registos, José Luís escreve sobre si próprio, e leva-nos num percurso que passa pela infância, pelo Alentejo, pelo amor, pela escrita, pela leitura, pelas viagens, pelas tatuagens, pela vida. E nesse intimismo, abraça o leitor.Veja mais em http://www.joseluispeixoto.net/48870.html

  • Rio Homem, de André Gago (2010), Edições Asa
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Sinopse: Em plena Guerra Civil de Espanha, Rogélio – um jovem galego de ideais republicanos – e alguns dos seus companheiros de guerrilha entram em Portugal clandestinamente para embarcarem, na cidade do Porto, num navio com destino aos Estados Unidos e assim escaparem à ameaça de fuzilamento e de prisão. Porém, Rogélio afasta-se do grupo e vem a sofrer uma experiência próxima da morte.  Paradoxalmente, Rogélio irá  renascer no seio de uma comunidade algo visionária, visitada e admirada por grandes intelectuais – a aldeia de Vilarinho da Furna. Aí encontrará o amor, de muitas maneiras. Rio Homem cruza duas histórias – a de um refugiado que perdeu todas as suas referências e a da aldeia comunitária que o acolheu e que hoje jaz submersa na albufeira de uma barragem. Veja mais em: http://vimeo.com/36686880

  • No meu peito não cabem Pássaros , de Nuno Camarneiro (2011), Dom Quixote
liv 4

Sinopse: Neste romance o autor reúne três personagens que nunca se cruzam: uma personagem de Kafka, Pessoa e Borges. Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo. Nessa altura estavam vivos os protagonistas deste romance, três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar. Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades.  Enquanto os seus contemporâneos se deixaram atravessar pela visão trágica dos cometas, estes foram tocados pelo génio e condenados, por isso, a transformar o mundo. Cem anos depois, ainda não esquecemos nenhum deles.Escrito numa linguagem bela e poderosa, No Meu Peito não Cabem Pássaros é um romance sobre as circunstâncias, quase sempre dramáticas, que influenciam o nascimento de um autor e a construção das suas personagens.Veja mais em: http://www.youtube.com/watch?v=NXtov5fEJcQ

  • Cão Como Nós, de Manuel Alegre (2002), Dom Quixote
liv 5

Sinopse: Kurika, um épagneul-breton com “manchas castanhas e uma espécie de estrela branca no meio da cabeça” é a personagem principal deste livro.Como nós porque é parte da família (acompanhou o escritor e a família ao longo da sua vida), sabe da amizade, uma amizade que vai da cumplicidade ao conforto (é o melhor amigo do homem), protege a criança, consola o dono, pressente a desgraça, ‘chora’ a morte. Kurika, com uma vincada personalidade, rebelde, caprichoso e nem sempre obediente, tem ao mesmo tempo um enorme poder com o seu olhar dócil.Faz-se presente através das memórias de seu dono, o narrador, intercaladas com as emoções que este nos transmite pelo vazio que sente com a sua ausência física. Um belíssimo poema de amor de um homem a um cão. Como nós.

  • O Planalto e a Estepe, de  Pepetela (2009), Dom Quixote.
liv 6

Sinopse: Trata-se de um romance sobre o triunfo do amor sobre todas as vontades e todas as fronteiras, baseado em factos verídicos, ficcionados pelo autor.Júlio,  é um estudante angolano, filho de portugueses, na década de 60. Cursou em Lisboa e a certa altura  parte em busca de uma melhor educação fora de Angola. Após passar por vários sítios, vai estudar para Moscovo, onde conhece Sarangerel, uma rapariga mongol filha de um dirigente da Mongólia. Júlio e Sarangerel apaixonam-se mas nos anos 60,mas o amor entre um rapaz angolano e uma rapariga mongol era algo impossível. Sarangerel engravida e, por esse motivo, é raptada e obrigada a regressar à Mongólia, a mando do pai.Júlio luta contra um regime comunista para reaver a sua amada e conhecer a sua filha.

  • Crónica de Brites, de  Júlia Nery (2010), Sextante Editora.
liv 7

Sinopse: O cronista Fernão Lopes, tendo sabido da possível existência de uma mulher que combatera em Aljubarrota e matara sete castelhanos com a pá do forno, envia um seu copista para investigar o caso. No caminho, este  é assaltado e roubado, mas é ajudado por uma velha que lhe narra durante a noite a vida da Padeira de Aljubarrota, a mulher-homem Brites de Almeida. De manhã, quando acorda, apercebe-se de que a mulher desaparecera e não consegue discernir se o que acontecera era verdade ou apenas um sonho. Neste romance histórico, partindo da dúvida sobre a existência real da lendária e popular Padeira de Aljubarrota, a autora dá vida e voz a uma personagem dividida, uma Brites que viveu a ambivalência de “ser e não ser sendo”, resistindo a tornar-se no suposto modelo do eterno feminino, num tempo em que ser mulher não era propriamente um privilégio.

  • Se fosse fácil era para os outros, de  Rui Cardoso Martins (2012), Dom Quixote.
se fosse facil

Sinopse:

O narrador parte com quatro amigos, todos eles a atravessarem uma fase menos boa nas suas vidas, para a única aventura que interessa: fazem tudo o que sempre quiseram e são exactamente o que são. Viajam através dos Estados Unidos da América, de Nova Iorque até ao Sul e em seguida para o Norte, até às Cataratas do Niagara. Atravessam um país de profundos contrastes onde vão viver aventuras umas vezes divertidas, outras perigosas. A viagem é, para cada um deles, um encontro consigo mesmo e com as memórias de vidas muito diferentes, em que tudo se joga e às vezes tudo se perde, mesmo a vida.

  • D. Maria II, Tudo por um Reino, de Isabel Stilwell (2012), A Esfera dos Livros

 

 

 

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Esta é a história de uma rainha que fez tudo pelo seu reino. Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança, conhecida como D. Maria II de Portugal,  foi rainha com apenas 7 anos, depois da abdicação do seu pai, D. Pedro IV de Portugal e D. Pedro I do Brasil.

A sua infância foi vivida no Brasil, na companhia dos seus irmãos e da sua adorada mãe, D. Leopoldina. Em 1828 parte rumo a Viena para ser educada na corte dos avós, deixando para trás a sua mãe sepultada. Traída pelo seu tio D. Miguel, que se declara rei de Portugal, e a quem estava prometida em casamento, D. Maria vai para Londres onde conhece Vitória, futura rainha da Inglaterra,de quem ficará grande amiga. Aos 15 anos, finda a guerra civil, D. Maria vai pela primeira vez para Portugal. Vem a casar-se com Augusto de Beauharnais que um ano depois morre de difteria e por fim encontra a felicidade  junto de D. Fernando de Saxo-Coburgo-Gotha, pai dos seus onze filhos, quatro  dos quais morreram  à nascença.

  • Debaixo de algum Céu, de Nuno Camarneiro,(2013), Leya, Prémio Leya 2012

 

 

 

adultos 

 

 

Debaixo de Algum Céu retrata de forma comovente o purgatório que é a vida dos homens e o que cada um empreende pela redenção.

Tudo se passa numa semana, num prédio encostado à praia, mesmo ao virar da esquina.  Várias personagens – homens, mulheres e crianças, vizinhos que se cruzam mas se desconhecem – andam à procura do que lhes falta: um pouco de paz, de música, de calor, de um deus que lhes sirva.

A semana em que decorre esta história é bruscamente interrompida por uma tempestade que deixa o prédio sem luz e suspende as vidas dessas personagens, levando-as a   rever o passado a perdoar, a conhecer melhor os vizinhos. Entre o fim de um ano e o começo de outro, tudo pode acontecer – e, pelo meio, nasce Cristo e salva-se um homem.